Eliana Printes emociona com show no Teatro Amazonas

Eliana Printes emociona com show no Teatro Amazonas
Por Chris Reis

No jornalismo não é muito aconselhável usarmos muitos adjetivos nos textos, mas diante do que ouvi, no palco do Teatro Amazonas, fica difícil. A cantora/diva Eliana Printes voltou a cantar na “caixinha de música”, seu “habitat natural”, e presentou o público com uma apresentação marcante e emocionante. Não necessariamente nessa ordem.
Por 1h30 cantei, chorei, emocionei e senti (sim senti o show) de uma cantora segura, com uma voz que melhorou com o tempo, leve no palco, que tirou muitas brincadeiras com seu público, mas não perdeu a “mão” no seguimento da apresentação.
O que falar do repertório recheado de sucessos com arranjos minimalistas? Perfeito. “Foi Deus” de Alberto Janes abriu o show e já mostrou à plateia o clima do show. Foram cantadas 21 músicas, desde os seus sucessos de toda uma carreira (as mais pedidas pelo público amazonense) que aos primeiros versos arrancaram aplausos do público: Eu às vezes paro e pergunto à lua / Meu amor, por que você não vem / Eu preciso tanto ter você por perto. Sim teve “Andando em Silencio” (Adonay Pereira); além de “Por onde você for” de Adonay Pereira e Eliana Printes ; “Sabor das marés” de Dalto e Marcus Sabino e “Coração sonhador” de Nilson Chaves que não podem faltar no set list de Eliana.
Também teve “Pais e filhos” de Renato Russo, que na voz da cantora amazonense passou longe de ser um cliché musical e destaque para “Missionário da Luz” de Chico da Silva, que foi uma bela surpresa, fazendo torcedores de Caprichoso e Garantido, além dos que nem tem preferência bovina, irem às lágrimas.
Palmas também para a direção do evento, assinada por ela e por Adonay Pereira. Uma atmosfera intimista ajudou o público a “entrar no clima” do show. Palmas…muitas palmas para os músicos Julinho Teixeira, Pedro Dantas e Sérgio Nacife, que acompanharam a cantora.
Eliana voltou a se apresentar na cidade após nove meses longe. Ela fez questão de exaltar durante o espetáculo, a emoção de cantar em Manaus. “Cantar na minha cidade e no Teatro Amazonas é sempre uma grande emoção. Volto a minha infância. Meu pai trabalhou no Teatro Amazonas, como marceneiro e foi ele que, Num dia de folga, me levou para conhecer o teatro. Eu tinha por volta de 7 anos e, hoje, quando subo no palco, me emociono muito, pois todas essas lembranças voltam”, disse.
É bom lembrar, que Eliana fez apresentações esse ano, em quatro cidades europeias: Berna, na Suíça, em St. Gilguen, na Áustria, e Potsdam e Berlim, na Alemanha. Para ela, foi uma experiência enriquecedora em todos os sentidos. Porém, destacou que cantar com a Orquestra Sinfônica Jovem de Berlim, formada por 75 jovens entre 14 e 17 anos, músicas do seu repertório, a fez refletir sobre a sua trajetória. Elaina revelou o desejo de trazer o show com a orquestra à Manaus.
O público saiu bastante satisfeito com o que ouviu. Ficou um gostinho de quero mais e uma vontade que ela consiga trazer o show com a orquestrar à cidade.

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