BIOGRAFIA

“A primeira vez que eu entrei em uma casa de espetáculos foi ainda muito criança, levada pelo meu pai que era marceneiro do Teatro Amazonas. A marcenaria, hoje desativada, ficava no subsolo do Teatro, sob o palco, onde eram construídos os cenários das companhias de teatro que ali se apresentavam.

Eu lembro que meu pai pegou em minha mão e caminhando pelo corredor central da plateia, me mostrava as pinturas do teto, esculturas, dizendo que a maioria dos objetos de arte tinham vindo de fora do país. Eu tinha por volta de seis ou sete anos e não fazia a menor ideia do significado, apenas fiquei encantada e tudo aquilo me parecia um lugar mágico, para onde quer que eu olhasse.

Meu pai é pernambucano de Caruaru e minha mãe da cidade de Óbidos – PA. Eu nasci em Manaus. Tive uma infância simples e boa, brincávamos em frente de casa, numa pracinha, eu e um grupo de crianças. Me recordo que tinha uma amiga que era mais velha que a maioria da turma, ela organizava no quintal de sua casa uma espécie de show de calouros que ela mesma apresentava, tinha uma comissão julgadora e eu e as outras crianças éramos os candidatos. Um pedaço de madeira com um arame na ponta servia de microfone… E todos nós cantávamos as músicas que eram sucesso nas rádios naquela época mas, na verdade, pra mim aquilo era somente diversão mais uma brincadeira de criança. Sem saber o que significava, quando o professor na sala de aula perguntava sobre vocação profissional, eu respondia que queria ser cantora. Ele ficava surpreso e os colegas riam.

Na minha casa sempre se ouviu muita música. Mamãe tinha os discos de cantores bem populares, já meu pai gostava de samba, tocava um pouco de cavaquinho e pandeiro. Um dia ele chegou em casa com um disco do Chico Buarque e ouviu umas dez vezes a música “Construção”. Acho que eu aprendi a música inteira naquele momento.

E foi assim ouvindo música e cantando junto com os discos que fui gostando mais e mais de música. Com 12 para 13 anos comecei a tocar violão e fiz um curso de musicalização no conservatório de música da minha cidade. Nesse mesmo período fui convidada para ser vocalista de uma banda de alunos do Sesi que ficava próximo a minha casa e em pouco tempo depois já estava cantando profissionalmente. Fazia apresentações, shows em vários lugares e em todos eles minha mãe estava junto me fazendo companhia, pois eu era menor de idade. Formamos um grupo para poder apresentar nossas composições em festivais que aconteciam pela cidade, o mais famoso era festival universitário promovido pela UA Universidade do Amazonas.

Depois, essa banda se desfez e ao mesmo tempo concluí o ensino médio no Instituto Batista Ida Nelson em Manaus e então segui em carreira solo. Agendei o meu primeiro show para o Teatro Amazonas e fiz de tudo um pouco, desde vender ingressos de porta em porta para os amigos, até colar cartazes pela cidade, etc… Graças a Deus deu tudo certo. Quando vi aquele teatro cheio de gente me veio a lembrança da primeira vez que entrei nele ainda muito criança, foi uma experiência e tanto, realmente passou um filme em minha cabeça. Todas as vezes que me apresento lá tenho essa sensação. Os minutos que antecedem cada apresentação se transformam em momentos de felicidade. É mágico, não dá pra descrever o que sinto. As vezes quando estou no camarim me preparando para entrar no palco tento me transportar para o lado de fora, ficar junto com as pessoas, conversar com elas, depois entrar, sentar e assistir da plateia uma apresentação minha, sei que isso não é possível, mas gostaria muito de saber como as pessoas se sentem me ouvindo cantar.

Depois da estreia oficial no teatro Amazonas todos os anos eu faço pelo menos três apresentações lá. Foi lá que a canção ‘Lembrando Você’ de Sérgio Souto e Moacyr Luz, foi gravada apenas como registro de show e acabou indo parar na programação  da rádio então  Novidade FM através do radialista Cid Soares e em pouco tempo se tornou um sucesso, o que me fez pensar com clareza a necessidade de registrar o meu trabalho em CD.”

 

CARREIRA DISCOGRÁFICA

Em 1994, Eliana chega ao Rio de Janeiro para gravar de forma independente o seu primeiro CD intitulado Eliana Printes. Com o álbum de estréia, a cantora fez vários shows pelo sul do país com o Projeto Pixinguinha e ainda recebeu uma indicação ao prêmio Sharp de música em 1995 na categoria MPB Revelação. Entre as canções de destaques “Por onde você for” e “Andando em silêncio” de Adonay Pereira e Eliana Printes, “Coração sonhador” de Nilson Chaves, “Lembrando Você” de Sérgio Souto e Moacir Luz.

Em 1996 já na gravadora Indie Records, lança o segundo CD Eliana Printes que também leva seu nome como título, e nele a canção “Sabor das Marés” de Dalto e Marcos Sabino ganhou destaque nas rádios.

Em 1998, a mudança para o Rio de Janeiro e o lançamento de O Próximo Beijo seu terceiro CD que viria marcar de forma definitiva a carreira da artista. As canções “Sobre o Tempo” de Thedy Corrêa e “Você e Eu ” de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes também foram destaque nas rádios. Ainda em 98 fez seu primeiro grande show no Rio de Janeiro realizado no terraço Rio Sul no projeto Novo Canto.

Em 2001 embalada pelo sucesso do CD anterior, chega às rádios de todo o Brasil o CD Pra Lua Tocar o quarto de sua carreira. A canção “Crepúsculo de uma Deusa” de Mona Gadelha, ficou entre as dez mais tocadas nas rádios. E a segunda música de trabalho “Só Vou gostar de quem gosta de mim” de Rossini Pinto, que ficou conhecida na voz de Roberto Carlos, ganhou uma versão somente com voz e violão e se tornou uma das mais pedidas em várias capitais brasileiras. A execução nas rádios do Rio chamou a atenção do diretor musical da rede Globo, Mariozinho Rocha que convidou Eliana Printes para gravar a canção “Quando você não vem” de Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza, escrita especialmente para a personagem da atriz Camila Pitanga na novela “Porto dos milagres”.

Em 2003 chegou às rádios, Pra você me ouvir, produzido pelo cantor e compositor Chico César, a bela canção “Os Presentes”, de Kléber Albuquerque, apresentou o novo trabalho da artista para o público brasileiro e para a crítica, que o aponta como o melhor de sua carreira e a cantora como uma das mais belas vozes surgidas nos últimos tempos na música popular brasileira.

Em 2007 chega às lojas do Brasil o cd Mais perto de mim o sexto de sua carreira. Neste novo trabalho produzido por Adonay Pereira, Eliana Printes e Armando Prado Mendes a cantora conta com duas participações especiais, dos cantores Chico César na faixa “Se chovesse você” e Pedro Luís na faixa “Quando você passa por mim”. Outra faixa de destaque do novo CD é “Venha ser meu sol” que ganhou participação no documentário musical rodado no Rio de Janeiro intitulado Nokia music recommenders dirigido pelo cineasta alemão Wim Wenders.

Eliana Printes em compilação lançada na Europa para homenagear Tom Jobim.
A Som Livre de Portugal lançou em maio de (2007) na Europa o cd Divas cantam Jobim que reúne 20 cantoras brasileiras interpretando as canções mais famosas de Tom Jobim. Entre as vozes a cantora Eliana Printes é um dos destaques com a canção Insensatez de autoria do maestro.

Apresentação na Europa em junho 2011

Eliana Printes volta da Europa com duas importantes apresentações na bagagem, uma no Museu dos instrumentos dos povos do mundo na cidade de St. Gilgen – Áustria e um concerto com a Orquestra Sinfônica Collegium musicum Potsdam na Veberplatz para duas mil pessoas na cidade de Potsdam – Alemanha.

Trilha sonora do filme Quarquer gato vira Lata.

Também em junho de 2011 a música Só vou gostar de quem gosta de mim de (Rossini Pinto ) entrou na trilha sonora do filme Qualquer Gato Vira-lata do diretor Tomás Portela.
O longa brasileiro tem no elenco: Cléo Pires, Malvino Salvador e Dudu Azevedo.

2011 o CD Cinema Guarany Com uma atmosfera envolvente e uma sonoridade naturalmente acústica que se ajustam perfeitamente ao contexto e a contemporaneidade de suas canções. Eliana Printes apresenta um trabalho vigoroso, cheio de emoção, com um olhar que aponta com delicadeza para a nova música brasileira.

Produzido por: Adonay Pereira / Eliana Printes o novo CD vem com dez faixas, seis delas são autorais. Duas regravações: Não fico mais sem teu carinho (Roberto Correia e Silvio Son) e Amazonas (João Donato e Lysias Enio) Entre os destaques do CD: A cidade e o luar (Eliana Printes e Adonay Pereira ) faixa que abre o CD. Preciso de você também de autoria de Eliana e Adonay. Amazonas uma famosa canção de (João Donato e Lysias Enio). A bela Anjo de prata somente com voz e piano. Festa de (Sergio Souto), Estou bem de Adonay Pereira e Eliana Printes.

Os arranjos são de Adonay Pereira e Julinho Teixeira.
A ilustração da Capa é o do artista Sid Ahearne.
Projeto Gráfico Luanda Pereira.
A distribuição Universal Music

Tudo em movimento é o novo CD da cantora e compositora Eliana Printes, produzido por Adonay Pereira, Eliana Printes e Orlando Veloso com distribuição da gravadora Universal Music.

O novo CD da cantora vem com dez canções, seis inéditas e quatro releituras e as participações especiais da cantora Isabella Taviani, Luiz Melodia e o Quarteto de cordas formado por músicos da Orquestra Sinfônica Collegium musicum Potsdam.

2015 Eliana Printes volta a Europa desta vez visita quatro países e nove cidades e fez quatro importantes apresentações: Uma no Bistro Prima Luna no centro de Berna na Suiça, ourtra no Museu dos instrumentos dos povos do mundo na cidade de St. Gilgen –Áustria e um concerto com a Orquestra Sinfônica de Potsdam ao ar livre na cidade de PotsdamAlemanha e para fechar a turnê fez um concerto com a Orquestra Sinfonica  Jovem de Berlim, em Berlim Alemanha.

INFLUÊNCIAS MUSICAIS

Eliana Printes começou a cantar profissionalmente muito cedo aos treze anos de idade e a maior parte do seu repertório eram canções que tocavam nas rádios, e também dos discos que seu pai ouvia em casa.

Entre os favoritos de seu pai estavam Milton Nascimento, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Luiz Gonzaga, Paulinho da Viola, Maria Bethania, Elis Regina e Gal Costa.

O exercício de cantar fez com que Eliana ouvisse e aprendesse novas canções a cada dia. E nessa busca Eliana teve um contato ainda muito jovem com a música de Pixinguinha, Noel Rosa, Nelson Cavaquinho, Vinícius de Moraes, Tom Jobim e muito outros. A cantora afirma que nessa época gostava mais das vozes masculinas, talvez por ela ter uma voz grave e acredita que seja dai a sua maior influência.

Eliana Printes se define essencialmente brasileira, de cantar verde e amarelo e diz que quando criança costumava ouvir o vento passando pela copa das árvores e o som da chuva sobre as águas dos rios.